A INICIAÇÃO

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A INSTALAÇÃO 2012

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DIGNIDADES E OFICIAIS

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NOVA ADMINISTRAÇÃO DA ALVORADA 2012

Venerável Mestre

João Sávio Sampaio Saraiva

1º Vigilante

Ademir Ferreira de Sá Leitão Júnior

2º Vigilante

Breno Gouveia Farias

Orador

Antonino José de Oliveira Júnior

Secretário

Amaro Geraldo Cavalcanti Vasconcelos Júnior

Tesoureiro

 Orlando Ribeiro dos Santos Filho

Chanceler

Ely José de Paula

Mestre de Cerimônia

Jorge Pereira Van-Lume

Hospitaleiro

 Severino Lopes da Silva

1º Diácono

Jailsom Marques Duarte

2º Diácono

Amaro Guimarães de Oliveira

1º Experto

Emanoel Laudemar de Freitas

2º Experto

Adriano José de Souza

Porta Espadas

Weidman Souto Gomes

Porta Estandarte

Agnisio Alves da Silva

Guarda do Templo

Andre de Oliveira Pontes

Cobridor Externo

 João Acioli de Oliveira

Mestre de Banquetes

Fernando Coccer Grava

Mestre Arquiteto

Alcides P. S. Filho

Mestre de Harmonia

Luis Gustavo Gonçalves Matias

Bibliotecário

José Ferreira da Silva

 

Veneravel de Honra

Helmiton Francisco da Silva

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DISCURSO DE GONÇALVES LEDO NA LOJ.´. “COMÉRCIO E ARTES” NO R J

Joaquim Gonçalves Ledo foi um dos maiores fatores da Independência, se não o maior. A peça de arquitetura que a seguir transcrevemos do Boletim do GOB (julho/agosto, de 1963), é dirigida ao hesitante Príncipe D. Pedro e entre seus arrojados conceitos lá está a antecipação da Doutrina de Monroe.

 Discurso Proferido por Joaquim Gonçalves Ledo na Loja Maçônica “Comércio e Artes” no Rio de Janeiro, em 20/agosto/1822:

 SENHOR! A natureza, a razão e a humanidade, este feixe indissolúvel e sagrado, que nenhuma força humana pode quebrar, gravaram no coração do homem uma propensão irresistível para, por todos os meios e com todas as forças em todas as épocas e em todos os lugares, buscarem ou melhorarem o seu bem estar. Este princípio tão santo como a sua origem, e de centuplicada força quando aplicado as nações, era de sobra para o Brasil, esta porção preciosa do globo habitado, não acedesse a inerte expectação de sua futura sorte, tal qual fosse decretada longe de seus lugares e no meio de uma potência (Portugal) que deveria reconhecer inimiga de sua glória, zelosa de sua grandeza, e que bastante deixava ver pelo seu manifesto às nações que queria firmar a sua ressurreição política sobre a morte do nascente Império Luso-Brasileiro, pois baseava as razões de sua decadência sobre a elevação gloriosa deste filho da América – o Brasil. Se a esta tão óbvia e justa consideração quisesse juntar a sua dolorosa experiência de trezentos e oito anos, em que o Brasil só existira para Portugal para pagar tributos, que motivos não encontraria na cadeia tenebrosa de seus males para chamar a atenção e vigilância de todos os seus filhos a usar da soberania que lhe compete, e dos mesmo direitos de que usara Portugal e por si mesmo tratar de sua existência e representação política, da sua prosperidade e da sua constituição? Sim, o Brasil podia dizer a Portugal: “Desde que o sol abriu o seu túmulo e dele me fez saltar para apresentar-se ao ditoso Cabral a minha fertilidade, a minha riqueza, a minha prosperidade, tudo te sacrifiquei, tudo te dei, e tu que me deste?

Escravidão e só escravidão. Cavavam o seio das montanhas, penetravam o centro do meu solo para te mandarem o ouro, com que pagavas as nações estrangeiras a tua conservação e as obras com que decoras a tua majestosa capital; e tu quando a sôfrega ambição devorou os tesouros, que sob mão se achavam nos meus terrenos, quisestes impor-me o mais odioso dos tributos, a “capitação”. Mudavam o curso dos meus caudalosos rios para arrancarem de seus leitos os diamantes que brilham na coroa do monarca; despiam as minhas florestas para enriquecerem a tua grandeza, que, todavia deixava cair das enfraquecidas mãos… E tu que deste?  Opressão e vilipêndio!

Mandavas queimar os filatórios e teares, onde minha nascente indústria beneficiava o algodão para vestir os meus filhos; negavas-me a luz das ciências para que não pudesse conhecer os meus direitos nem figurar entre os povos cultos; acanhavas a minha indústria para me conservares na mais triste dependência da tua; desejavas até diminuir as fontes da minha natural grandeza e não querias que eu conhecesse o Universo senão o pequeno terreno que tu ocupas. Eu acolhi no meu seio os teus filhos a que doirava a existência e tu me mandavas em paga tiranos indomáveis que me laceravam. Agora é tempo de reempossar-me de minha Liberdade; basta de oferecer-me em sacrifício as tuas interessadas vistas. Assaz te conheci, demasiando te servi… – os povos não são propriedade de ninguém. Talvez o Congresso de Lisboa no devaneio de sua fúria ( e será uma nova inconseqüência) dê o nome rebelião ao passo heróico das províncias do Brasil a reassunção de sua soberania desprezada; mas se o fizer, deverá primeiro declarar rebelde a Razão, que prescreve aos homens não se deixarem esmagar pelos outros homens, deverá declarar rebelde a Natureza, que ensinou aos filhos a separarem-se dos seus pais, quando tocam a época de sua virilidade; é mister declarar rebelde a Justiça, que não autoriza usurpação, nem perfídias; é mister declarar rebelde o próprio Portugal, que encetou a macha de sua monarquia, separando-se de Castela; é mister declarar-se rebelde a si mesmo (esse Congresso), porque se a força irresistível das coisas prometia a futura desunião dos dois Reinos os seus procedimentos aceleraram esta época, sem dúvida fatal para outra parte da nação que se queira engrandecer. O Brasil, elevado à categoria de Reino, reconhecido por todas as potencias e com todas as formalidades que fazem o direito público na Europa, tem inquestionavelmente jus a reempossar-se da porção de soberania que lhe compete, porque o estabelecimento da ordem constitucional é negócio privativo de cada povo.

A independência, Senhor, no sentido dos mais abalizados políticos, é inata nas colônias, como a separação das famílias o é na Humanidade. A natureza não formou satélites maiores que os seus planetas. A América deve pertencer à América, e Europa à Europa, porque não debalde o Grande Arquiteto do Universo meteu entre elas o espaço imenso que as separa. O momento para estabelecer-se um perdurável sistema, e ligar todas as partes do nosso grande todo, é este… O Brasil, no meio das nações independentes, e que falam com exemplo de felicidade, não pode conservar-se colonialmente sujeito a uma nação remota e pequena, sem forças para defendê-lo e ainda para conquistá-lo. As nações do Universo têm os olhos sobre nós, brasileiros, e sobre ti, Príncipe! Cumpre aparecer entre elas como rebeldes ou como homens livres e dignos de o ser. Tu já conheces os bens e os males que te esperam e à tua posteridade.

Queres ou não queres Resolve, Senhor!

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LEVANTANDO TEMPLOS À VIRTUDE

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O QUE É SER MAÇOM?

 1. É subir a Escada de Jacó pelas Iniciações da Vida sem ferir os Irmãos neste percurso;

2. É realizar o sonho de desbastar pelo pensamento e pelas ações as arestas dos vícios e da insensatez;

3. É socorrer o Irmão nas dificuldades, chorar com ele as suas angústias e saber comemorar a seu lado as suas vitórias; 4. E reconhecer nas viúvas e nos órfãos a continuidade do Irmão que partiu para o Oriente Eterno;

5. É ver na filha do Irmão a sua filha e na esposa do Irmão, uma Irmã, Mãe ou Filha;

6. É combater o fanatismo e a superstição sem o açoite da guerra mas com a insistência da palavra sã;

7. Ser modelo da eterna e universal justiça para que todos possam concorrer para a felicidade comum;

8. É saber conservar o bom senso e a calma quando outros o acusam e o caluniam;

9. É ser capaz de apostar na sua coragem para servir aqueles que o ladeiam, mesmo que lhe falte o próprio sustento;

10. É saber falar ao povo com dignidade ou de estar com reis e presidentes em palácios sumptuosos e conservar-se o mesmo;

11. É ser religioso e político respeitando o direito da religião do outro e da política oposta à sua;

12. É permitir e facilitar o desenvolvimento pleno das concorrências para que todos tenham as mesmas oportunidades;

13 É saber mostrar ao mundo que nossa Ordem não é uma Sociedade de Auxílios Mútuos;

14. É estar dominado pelo princípio maior da TOLERÂNCIA suportando as rivalidades sem participar de guerras;

15. É abrir para si e permitir que outros vejam e o sigam, o Caminho do Conhecimento e da Iniciação;

16. É conformar-se com suas posses sem depositar inveja nos mais abastados;

17. É absorver o sacerdócio do Iniciado pela fé no Criador, pela esperança no melhoramento do homem e pela caridade que abrir-se-á em cada coração;

18. É sentir a realidade da vida nos Sagrados Símbolos da Instituição;

19. É exaltar tudo o que une e repudiar tudo o que divide;

20. É ser obreiro de paz e união, trabalhando com afinco para manter o equilíbrio exato entre a razão e o coração;

21 É promover o bem e exercitar a beneficência, sem proclamar-se doador;

22. É lutar pela FRATERNIDADE, praticar a TOLERÂNCIA e cultivar-se integrado numa só família, cujos membros estejam envoltos pelo AMOR;

23. É procurar inteirar-se da verdade antes de arremeter-se com ferocidade contra aqueles que julga opositores

24. É esquivar-se das falsidades inverossímeis, das mentiras grosseiras e das bajulações humanas;

25. É ajudar, amar, proteger, defender e ensinar a todos os Irmãos que necessitem, sem procurar inteirar-se do seu Rito, da sua Obediência, da sua Religião ou do seu Partido Político;

26. É ser bom, leal, generoso e feliz, amar a Deus sem temor ao castigo ou por interesse á recompensa;

27 E manter-se humilde no instante da doação e grandioso quando necessitar receber;

28. É aprimorar-se moralmente e aperfeiçoar o seu espírito para poder unir-se aos seus semelhantes com laços fraternais;

29. É saber ser aluno de uma Escola de Virtudes, e Amor, de Lealdade, de Justiça, de Liberdade e de Tolerância;

30. É buscar a Verdade onde ela se encontre e por mais dura que possa parecer;

31 É permanecer livre respeitando os limites que separam a liberdade do outro;

32. É saber usar a Lei na mão esquerda, a Espada na mão direita e o Perdão à frente de ambas;

33. É procurar amar o próximo, mesmo que ele esteja distante, como se fosse a si mesmo.

O transcrito acima não responde a pergunta, “quem sou eu”, e sim a um perfil que tento lapidar em mim mesmo, quem sabe poderei dizer: “Este sou eu”.

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